Fim do Captcha?

O Teste de Turing desafia a capacidade de uma máquina exibir comportamento inteligente equivalente a um ser humano, ou indistinguível deste. (Wikipédia)

Idealizado por Alan Turing, vida e obra retratadas no ótimo O Jogo da Imitação, esse método evoluiu de uma série de perguntas para um popular sistema anti-hackers com objetivo de certificar que quem está tentando acessar um site é uma pessoa.

CAPTCHA é a sigla, em inglês, para: “Teste de Turing público completamente automatizado para diferenciação entre computadores e humanos.”

Mais conhecido como aquelas letras desconexas difíceis de distinguir; ou grupo de imagens (placas de rua) a se identificar; ou simples confirmação que não somos um robô, que informamos ao preencher um formulário online, etc.

Um recurso confiável que vem sendo utilizado há 17 anos para combater boots maliciosos que atacam principalmente sites ecommerce. Além de ajudar o Google, através do reCAPTCHA, a digitalizar livros e identificar números de residências para o Street View. Aprimorando seus algoritmos de reconhecimento de imagens.

Cadeado virtual de segurança aparentemente com os dias contados. Pois recentemente a startup de robótica Vicarious apresentou um software de inteligência artificial capaz de burlar o Captcha nos testes com palavras e fotos.

Conforme a Revista Veja, em vez de necessitar de um banco de dados com milhões de imagens e letras, essa nova tecnologia chamada Rede Cortical Recursiva apoia-se somente em algumas centenas de referências e imita o cérebro humano.

Extrapolando seu conhecimento específico através de interpretações e associações semelhantes as  deduções imaginativas realizadas por humanos, o software  abstrai um resultado que “julga” correto. Atingindo 90% de acerto no teste do CAPTCHA.

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Revista Veja – edição nº 2555 (Arte/VEJA)

Exemplo: com o novo software, uma única forma da letra “A” serve de referência para qualquer possível variante, independentemente da fonte usada para a escrita. Seja a que está presente em um texto, seja a que aparece numa placa de rua.

A inovação pode analisar fotos de nuvens e dizer qual aquela se parece com um cachorro, por exemplo. Ou seja, está apta a lidar com situações inesperadas como humanos e fazer deduções baseadas em pouca informação.

Será que estamos ensinando para as máquinas como vencer o jogo da imitação?

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